Como seres
pensantes temos a faculdade de nos situarmos no espaço e no tempo,
olhamos para o passado como uma fonte de experiência porém sem dela
beber, antecipamos o futuro sem a noção da energia necessária para
plantar uma semente, sem ter a noção do que é ter filhos e acima de tudo
vivemos sem ter noção que a acção humana encerra uma causalidade que
determinará a condição dos nossos sucessores.
Como seres possessivos e egoístas que somos, queremos viver mais e de forma mais plena, ignorando que trazemos no colo uma cultura, uma identidade nacional e mundial, e o fruto do esforço de toda uma quantidade de gerações que lutou pensando que nós vivenciaríamos uma condição social e económica melhor e face a esse contributo sentamo-nos no nosso sofá comodamente desejando uma bolsa ou um fundo que nos possa sustentar e permitir ver filmes e séries de televisões a tempo inteiro.
No rigor e na dificuldade de outros tempos foi-nos transmitido ainda que subtilmente e inconscientemente a ética, o exemplo e a resposta à nossa condição actual.
De memórias se faz o passado, mas de conhecimento se projecta o futuro. O que condicionou os nossos antepassados condiciona-nos a nós também, contudo a sociedade é um mecanismo biológico em constante mutação e aí o nosso papel passa por pegar no conteúdo adquirido, avaliar a história e não voltar a cometer os mesmos erros já cometidos anteriormente face aos novos problemas que a sociedade nos trouxe.
Não percebo a tendência de se perderem valores e dos mesmo se corromperem e ainda porque a sociedade portuguesa chegou onde chegou. Penso que acima de tudo temos de ter a consciência que a mudança a efectuar é interior e que é extremamente importante que possamos aprender a prescindir individualmente de muito para que depois possamos ganhar colectivamente.
Dedico este texto aos meus doces avós (aos que foram e aos que cá estão) que tanto lutaram e aos meus pais que deram o melhor deles.
Beijos e amo-vos muito.
Como seres possessivos e egoístas que somos, queremos viver mais e de forma mais plena, ignorando que trazemos no colo uma cultura, uma identidade nacional e mundial, e o fruto do esforço de toda uma quantidade de gerações que lutou pensando que nós vivenciaríamos uma condição social e económica melhor e face a esse contributo sentamo-nos no nosso sofá comodamente desejando uma bolsa ou um fundo que nos possa sustentar e permitir ver filmes e séries de televisões a tempo inteiro.
No rigor e na dificuldade de outros tempos foi-nos transmitido ainda que subtilmente e inconscientemente a ética, o exemplo e a resposta à nossa condição actual.
De memórias se faz o passado, mas de conhecimento se projecta o futuro. O que condicionou os nossos antepassados condiciona-nos a nós também, contudo a sociedade é um mecanismo biológico em constante mutação e aí o nosso papel passa por pegar no conteúdo adquirido, avaliar a história e não voltar a cometer os mesmos erros já cometidos anteriormente face aos novos problemas que a sociedade nos trouxe.
Não percebo a tendência de se perderem valores e dos mesmo se corromperem e ainda porque a sociedade portuguesa chegou onde chegou. Penso que acima de tudo temos de ter a consciência que a mudança a efectuar é interior e que é extremamente importante que possamos aprender a prescindir individualmente de muito para que depois possamos ganhar colectivamente.
Dedico este texto aos meus doces avós (aos que foram e aos que cá estão) que tanto lutaram e aos meus pais que deram o melhor deles.
Beijos e amo-vos muito.